sexta-feira, julho 03, 2015

Essa manhã tão cinza

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Então a gente acorda de manhã cedo e não sabe que rumo dar à própria vida. A gente pensa em crescer, se transformar, se tornar o que as pessoas, nessa altura da vida, esperam de nós. É como ser um pássaro que nunca saiu do ninho e agora precisa voar, ou melhor, é como ser uma cobra: Assim, rastejante, sem pernas e nem braços, com pouca ou nenhuma forma de locomoção.. Então você é uma cobra, não tem amigos ou conhecidos que lhe queiram ajudar. Você está sozinho pelas próprias condições vitais às quais você foi condicionado. E, contudo, você deve ser. Você deve agir.
E as pessoas cantam, gritam no meio da rua, fazem escândalos. Em grande grupo, no meio do caos, da multidão tudo é belo, tudo pode. E se você estiver sozinho e com uma cabeça vazia? Sim, você quer se divertir! Porém estar sozinho e gritar, diferentemente de estar em um grupo, é estranho. Se somos agitados, somos desvairados, todavia se formos quietos, somos tolos.
Precisamos aprender a admirar as cobras. E os berros. Tudo tem uma razão de ser.

Não me vi na outra metade

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As vezes, no inicio da manhã ou no final do dia, na volta do trabalho, me pego analisando o comportamento das pessoas. Olho discretamente, reparo, analiso com o meu pouco ou nenhum conhecimento sobre o processo inteiro de uma vida e me pergunto se aquilo tudo que elas fazem é bonito ou não. Me pergunto se eu conseguiria “copiar” aquelas tais maneiras de agir. Essa minha análise metódica e contundente sob o modo de se expressar dos outros começou a acontecer a partir do momento em que me vi completamente sozinha, mesmo estando rodeada de olhares curiosos. Foi assim que eu percebi o muito ou pouco afeto de cada uma delas, a educação, o modo como se tratam.. Enfim, talvez não seja educado ou de bom tom reparar, mas faço isso quando vejo uma atitude correta vinda de qualquer pessoa no meio da rua, a fim de, quem sabe, me corrigir, me refazer.
As coisas se tornaram difíceis em um primeiro momento, quando resolvi que estava cansada e ainda na estaca zero. Ao contrário do que dizem as músicas, (por mais que eu goste delas), não temos todo o tempo do mundo e nem podemos dizer que ainda é cedo. Eu disse não pela primeira vez e, também pela primeira vez, não voltei atrás em minhas decisões.
Quem olha de fora pensa que está tudo bem, ou então somente não entende a tal postura dura e a confunde com responsabilidade ou “achismo” intrapessoal. Não digo nada, não olho para os lados, pois tanto faz. A verdade é que guardo mesmo o meu rancor perante as pessoas, porque não estive e nunca estarei rumo à perfeição, achem o que quiserem. Também não sou amiga dos amigos dos meus amigos e nem conquisto as pessoas de imediato. Não falo sempre em bom tom e de vez em quando sinto vergonha do meu “bom dia”. Sei que ninguém entende, mas agora está tudo bem. Sempre, se prejudicar somente a mim e não aos outros, eu considero um bom negócio e é por isso que está bom.
Saudades das coisas que não vivi e dos momentos que acabaram. Vontade de voltar atrás eu não tenho, porque eu não viveria tudo outra vez.. Me recuso. A verdade é que sem você tudo é diferente, até a mágoa aumenta e até a chuva parece mais abundante e sem fim. Quem vai estar aqui quando eu for velhinha? Parece tão ridículo dizer isso.. Nem a metade da meia idade eu tenho.
E de todo o amor que existia, somente restou a vontade de ainda poder conviver em paz. E de tudo que eu amava em você, somente restou a cor dos olhos. Hoje, entretanto, posso dizer que eu estou em paz.

Perdeste a tua intensidade.

É cedo ou tarde demais

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A manhã está calma como todas as outras manhãs daquele mês. Os pássaros voam, as águias gritam, os sinos da igreja tocam. A menina, consequentemente, seguia os seus passos normalmente. Ela não queria mais pensar em nada… Por que, diabos, tudo era tão diferente dentro dela?!
A menina seguia a sua rotina, caminhava do mesmo lado da rua, via as mesmas flores e sentia os mesmos raios do sol tocarem a sua pele. Tudo era tão igual por fora e desejava desesperadamente que nada mudasse dentro dela também, embora soubesse que já era tarde demais. Não é mais igual.
A menina era feliz e não sabia. Viveu os melhores e os piores momentos da sua vida sem perceber. Viu o amor nascer, florescer e agora vê o mesmo morrer a cada dia mais.. Assim mesmo, sem se perceber. Tudo vai junto, tudo se escoou com a água que lavou o seu rosto e os seus pulsos marcados. A pureza voou com o vento. Vento esse que a menina gostaria infinitamente de abraçar.
Será que é no vento que se encontra todo o amor que ela sempre procurou? Será que é numa marquise empoeirada que ela desejava verdadeiramente ver o mundo inteiro pela primeira e última vez? Céus, ela somente queria encontrar a tão almejada felicidade. Somente queria ter a breve e gostosa sensação de estar fazendo a coisa certa. Horrível pensar assim. As vezes, para ela, isso parecia tão sujo e individualista.. Ainda assim, convenhamos que a menina tinha muito amor para destinar, contudo ela estava presa a si mesma e a tudo o que não realizou. Essa é a parte dolorosa.
Naquela manhã, a menina sentiu falta dos sonhos não realizados, mas que mesmo assim eram compartilhados com quem amava. Sentiu falta dos abraços que não deu, das palavras doces que não ouviu. Contudo, nunca deixou de entender que ela não era o centro, quanto menos a dona do mundo e das pessoas que nele vivem.. A falta dói, mas se compreende. O contundente mesmo era a indiferença, o desrespeito, a imoralidade e toda a desconsideração depois de todos os vãos bons momentos. Provavelmente seja esse o fato mais marcante, talvez mais marcante do que o próprio desamor.

"Mesmo após todo esse tempo, eu nunca encontrarei
Neste mundo inteiro, quem possa me balançar como você
A verdade é que é algo tão sublime que não existem palavras capazes de descrever
A beleza da vida que eu tenho com você."
(Perfect For Me, Ron Pope)

Já era tarde, era quase dia

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A noite não estava assim tão fria e nem tão nebulosa. Não havia nada de especial ou de novo por ali, nem mesmo a beleza das folhas de outono, pois já era primavera.
A menina desceu as escadas de seu quarto afim de ler um pouco, já que o sono a abandonara de vez. Entretanto, nem mesmo a leitura pôde ser sua companhia. Perpetuavam, insistentemente, as memórias na sua cabeça. Memórias que remetiam a um tempo perdido, a um amor passado, um sorriso desfeito e um exagero de lágrimas que hoje em dia não pareciam terem sido dela. Não, a menina não havia esquecido nem se quer um terço disso tudo, apesar da tamanha força que exerceu para isso.
Dizem que o tempo tudo suaviza e apaga, contudo parecia ser exatamente o contrário. Quantas vezes o ser humano é capaz de amar? Quantas vezes podemos deixar tudo de lado e somente viver? É possível somente viver?
Nos últimos tempos até mesmo a batida do seu coração parecia querer dizer o nome dele. Poderia até parecer loucura, mas as vezes era como se o vento lá fora, batendo nas janelas de sua casa fosse a respiração de quem a menina amava. Era cômica aquela situação, ao mesmo tempo que destruidora. A graça da vida estava naqueles olhos cor de tempestade e, hoje em dia, até uma borboleta voando era capaz de a fazer lembrar dos gestos dele, das brincadeiras e de toda a alegria que, por algum tempo, parecia real.
Talvez só o tempo mostre para a nossa pequena o que deve ser feito.. Um amor de verdade não se encontra duas vezes, entretanto, qual atitude deve ser tomada quando tudo o que tinha para acontecer parecia já ter acontecido? Talvez, somente talvez, ela estivesse enganada e, na realidade, nada aconteceu.
Ah, ela tinha amado além da própria compreensão… Horrível? Pode ser que não..

Acho muito melhor brigar e discutir com quem amo, que me divertir e sorrir com qualquer outra pessoa.

Querido Adam

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Como é fácil se iludir, como é fácil criar um ser diferente do qual vemos todos os dias. Como é fácil mudar a nós mesmos e a quem amamos… É tão fácil ter um sol cor de rosa e pendurar as nuvens com dois clips de papel. Tudo é tão simples em nossa mente.
Estou cansada, mal posso sentir os meus pés tocarem o chão e talvez esse não seja nem o começo. Olho para baixo, vejo um vidro embaçado e a minha visão se torna completamente turva.. O vento não me lembra as boas noites de inverno, e sim a crua e nua realidade.
Onde estão aqueles olhos agora? Onde está escondida toda aquela juventude e aquela vontade de viver? Como conseguem arrancar isso de mim? Como eles têm coragem de cometer tamanho ato? A vida, meu bem, acabou no começo.
Não, não preciso da sua ajuda. Estar solitária é pouco! Veja aquela parede branca. Não é mais gesso, é aço. Não é mais iluminada, e sim assustadora, ou até mesmo sombria, poderia afirmar.
Finja. Nada está fácil. Nada está como deveria.
Pra sempre, meu querido, eu digo mais uma vez e reafirmo: Todas as músicas românticas que ouço me lembram seu sorriso. Todas as noites frias me lembram das batidas fortes do seu coração. Ainda mais, digo que todas as dores que eu já senti, não se comparam com a extrema ferida que é ver você chorar. Querer você é o mesmo que querer encontrar uma gota de água na imensidão do mais infindável deserto e o mesmo que fazer um elefante voar. Ter os seus olhos olhando novamente dentro dos meus é tão improvável como se atirar do vigésimo quarto andar de um prédio e permanecer vivo. Curioso como desistir não mudou nada aparentemente para nós. Contudo, posso sentir o inverno bater nas paredes do meu vazio.
E eu me conformei sem querer me conformar. Até porque esse tipo de amor sempre fala mais sobre a pessoa que ama do que sobre a pessoa amada. Aliás, concluo dizendo que toda a paixão passa, a não ser que ela se transforme em um amor impossível.. Aí a gente vive uma vida inteira aprisionada na imagem de uma ilusão. Eu sinto saudades, saudades à sério e, sem mais delongas: Dava cabo ao mundo inteiro pra te encontrar.

Um dia a gente acaba

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E ela não se importou com o que lhe disseram da última vez em que esteve por aqui. Além do mais, ela não deu a mínima para a multidão que lhe rogava má sorte. Afinal, aquilo não era uma alucinação e, no fim, a menina esteve certa.
Sim, os ventos sopram ao nosso favor a partir do momento em que decidimos dar “um empurrãozinho” por nós mesmos e, ainda que histórias mal resolvidas tendam a voltar, não devemos olhar para trás.
Aquela voz a estremece, aquele sorriso a contagia, aquele abraço apertado a protege. Eles são como um só,  eles são como um foco de luz no meio da escuridão, são como o nascer do sol, o desabrochar das flores, o voar dos pássaros.
Cartas mal escritas revivem o que o tempo insiste em apagar. A chama daquela lareira lembra um momento feliz, o corredor de gesso lembra das mãos que ficam entrelaçadas enquanto os olhares não chegam a elas. Tudo está vivo naquele ambiente, naquele cheiro de novidade, naquela música de salão, a favorita, em que eles dançam juntos em passos errados.
Ela queria deixar sua casa e, juntamente, seu orgulho. Ela queria poder admitir o quanto depende disso tudo. A menina se alimenta novamente daquele velho acaso, daquelas velhas piadas, trejeitos e manias erradas dele que a fazem sorrir.

O meu coração está em você. Os meus olhos se magnetizam nos teus. O meu sorriso, a minha vida, a minha timidez, a minha vontade, minha pressa e inconsciência, além de toda a minha morte, meu bem, são tuas.

Deixe estar

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Ela não quis escapar, ela não quis acordar e nem mesmo deixar-se ser tocada. Era tarde para sentir o que se aprende com uma nova vida, mas não era tão tarde para amar. Apesar de tudo, a beleza dessas recentes noites não era o suficiente, no entanto seu coração não desejava parar de bater.
Levantou, deixou a água escorregar por seu corpo, agora fragilizado, terminou de se arrumar e saiu com um copo de café na mão. Não, ela não pensou na semelhança do café com os sentimentos que podemos ter, embora tudo o que sentisse fosse, realmente, essa mistura de enigma, escuridão e calor. A sensação era boa, o gosto por trás disso era bom, mesmo que não soubesse o motivo, assim como acontece com o café.
As ruas pelas quais cruzou neste dia estavam nem tão claras e nem tão escuras assim, porém nebulosas. Seus óculos quadrados e velhos se embaçaram e todos os carros que vinham ao longe tinham luzes borradas e coloridas.. Isso, por mais incrédulo que pareça, a lembrava do natal. As árvores balançavam, as folhas de outono caiam e a multidão vivia a sua vida como sempre viveu: Nem sempre tolerante, nem sempre amável, mas com o impulso de continuar, nem que for pela busca de um refúgio.
Ela fechou seus olhos, sentiu-se finalmente livre e descobriu que o que sentia era extraordinariamente bom. Constatou, então, que havia ali, pela primeira vez, alguém em quem ela pudesse confiar e desejasse sem dúvida nenhuma dar a mão. Percebeu que poderia estar sozinha nos momentos favoráveis, mas também notou que recebeu a chance de continuar a sua história em uma folha nova, branca e lisa. Claro, de mãos dadas. A menina decidiu confiar e começar com “era uma vez..”, esperando que o final, em conclusão, seja feliz.

Desta vez, querido, me deixe ver como viver é bom, me deixe sentir em minhas veias o que é que se aprende com uma nova canção nessas rádios mal sintonizadas que ando ouvindo em momentos nem tão propícios, quanto menos agradáveis para isso. Acho que gosto de cores diferentes das suas, acho que gosto de cidades diferentes, mas também acho que a diferença é o que nos une e o que sempre nos uniu. Deixe-me sentir, deixe-me voar. Sem reticências, sem aspas, sem interrogação.

“Não vá embora, fique um pouco mais. Ninguém sabe fazer o que você me faz”.

Somos o que somos

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Ela já estava acordada há horas e ainda não sabia muito bem como proceder. As coisas não haviam mudado assim tão de repente, mas as mudanças eram grandes e, provavelmente, já previstas há alguns anos. Somente ela sabe como não foi fácil tentar estender algo que com certeza estava por um fio. Aliás, foi melhor quando isso acabou.
As ruas estavam úmidas pela tempestade da noite passada e ela estava tentando seguir o seu dia normalmente, sem se preocupar com o que vão lhe perguntar ou com quantas pessoas ainda irão parar o seu andar para lhe falar do que tanto tenta esquecer. Os pássaros lá em cima voavam e, ingenuamente, ela queria ser como eles… Ela queria estar indefesa, ser frágil e fraca, porém ser livre, liberta, única. Não era fácil, ainda, cruzar pelos mesmos lugares, contudo ela não estava infeliz, somente precisava se refazer, se reinventar de vez! Desgostosamente, ela entrou em uma lanchonete e comprou um cappuccino.O que aquele café tinha a ver com o que ela sentia? Talvez tivesse tudo a ver. O café, assim como a paciência, também acaba. O café, assim como o amor, também esfria. Aliás, o amor as vezes é cego. O amor as vezes é um grito no vácuo, um esquecimento de si mesmo, uma lágrima que cai e antecede dezenas que ainda irão cair. O amor é um chiclete que pode perder o gosto se não for “feito pra durar”, é um limão daqueles bem azedos, que depende do seu dono adoçar. O amor é uma mistura do bem e do mau que, inconfundivelmente, fica melhor com esses dois lados juntos do que separados.  Assim, forçosamente, a menina seguiu o seu caminhar e depois realizou os seus afazeres diários. A vida seguiu, nada mudou para ninguém. Na verdade, se não fossem aquelas memórias bagunçadas, aquele andar meio torto e todos aqueles danos internos e hipoteticamente irreparáveis, ela não seria ela.

Devaneio

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Senti que aquela solidão era minha, senti que aquela palidez da neblina do inverno era por minha culpa também. Senti aqueles olhos cabisbaixos como eu sentiria uma facada no meu ego, um choque, um abatimento indescritível. Sim, era você.
Você está aqui novamente. Você está ao meu lado, me dando a sua mão, fazendo as minhas pupilas dilatarem. Quanta saudade eu senti desse seu olhar sem graça e desse seu sorriso que saiu quase escondido pelo receio de estar se aproximando de alguém. É, nisso somos até um pouco iguais, admito.
Se eu soubesse pelo o que estive esperando durante este tempo todo, não teria me importado em nenhum instante. Você está aqui de novo, e dessa vez com a certeza da qual nós precisávamos ter.
Há tanta coisa que eu poderia te dizer, mas meus olhos permanecem parados na lembrança do dia em que eu te disse adeus. Depois daquilo, o que se sucedeu foi pura invenção e perda de tempo.

Não iremos nos perder

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O edredom não foi suficiente para o frio que fez. As rosas não aguentaram o orvalho, as chuvas resolveram não cessar. O café precisou ser esquentado além do quanto era esquentado nas outras manhãs, os passarinhos ficaram em seus ninhos, os cães de estimação permaneceram nas casinhas arranjadas por seus donos. O trabalhador braçal sentiu frio, mas se esquentou no vapor do fogão à lenha. Os professores não deram o primeiro período, as ruas estavam cobertas de neblina e os carros molhados por conta da mesma.

A menina gostava de enxergar o ar da sua própria respiração saindo de sua boca, porém tremia com o ar gélido daquela manhã sem sol. Juntamente com o frio, vinha sempre aquela triste sensação de monotonia e saudade, camuflada na sua expressão apática de todos os dias.

Ao final do dia, acabaria chovendo.. E apesar de todos os pesares, as coisas estariam tomando um rumo certo, do qual a pequena menina saberia que não iria escapar nem depois de todos os passos errados, quanto menos depois de um trago ou dois ou uma ou duas conversas inúteis com pessoas de coração petrificado. Aliás, há males que vem para bem, e a gente sabe disso.