Não iremos nos perder

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O edredom não foi suficiente para o frio que fez. As rosas não aguentaram o orvalho, as chuvas resolveram não cessar. O café precisou ser esquentado além do quanto era esquentado nas outras manhãs, os passarinhos ficaram em seus ninhos, os cães de estimação permaneceram nas casinhas arranjadas por seus donos. O trabalhador braçal sentiu frio, mas se esquentou no vapor do fogão à lenha. Os professores não deram o primeiro período, as ruas estavam cobertas de neblina e os carros molhados por conta da mesma.

A menina gostava de enxergar o ar da sua própria respiração saindo de sua boca, porém tremia com o ar gélido daquela manhã sem sol. Juntamente com o frio, vinha sempre aquela triste sensação de monotonia e saudade, camuflada na sua expressão apática de todos os dias.

Ao final do dia, acabaria chovendo.. E apesar de todos os pesares, as coisas estariam tomando um rumo certo, do qual a pequena menina saberia que não iria escapar nem depois de todos os passos errados, quanto menos depois de um trago ou dois ou uma ou duas conversas inúteis com pessoas de coração petrificado. Aliás, há males que vem para bem, e a gente sabe disso.

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