Aventurar


A vida é curta pra ver o tempo passar. A vida é curta para nós nos acordarmos de mãos dadas. A vida é curta para dar um passo pra trás e, provavelmente, essas coisas não tem explicação nenhuma e, muito menos, a exigem.
Vamos pensar: Essas coisas acontecem porque a gente não sabe mais rir dos nossos pequenos escândalos, amar as nossas próprias canções e sentir falta do que ficou pra trás. Meu bem, como será sem o vento e sem o clarão da lua? Como vai ser quando não nos encontrarmos mais, e quando nos abandonarmos, e quando nos esquecermos? Como pode alguém prever, não é mesmo? Nós podemos ouvir o vento passar, mas não podemos calcular, de poucos em poucos, o que ele levou daquilo que éramos. Meu bem, escrever pode ser querer esquecer?
Um século, um mês.. Veremos, depois de muito tempo, fotos nossas e das nossas vidas novas. Eu penso que, quando tais coisas ocorrerem, não nos reconheceremos mais, já que não podemos parar para o tempo. Talvez nos seus olhos ainda exista a tempestade da qual eu quero me encharcar, talvez nos seus olhos das novas fotos ainda existam as coisas que os sonhos não nos deixam apagar. Isso tudo porque a gente tentou e todos viram como a gente tentou. Renasceríamos em novas fotos repassadas por amigos em comum e, quem sabe, lembraríamos do que fomos, ou então torceríamos para que, no mínimo um dos dois, sorrisse em paz.
Enfim, dessas coisas somente a gente que sabe e, se um dia quisermos duvidar, ninguém vai dizer que já é tarde demais. Essas coisas não tem fim e, certamente, encontraríamos um jeito de ir aonde o vento vai.


Do nosso amor, a gente é que sabe. 

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Sobre a autora

Thuane Graciele Knopf Kunz

20 anos, estudante de História, namorada do Bruno e moradora de Novo Hamburgo, RS.

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