Seremos nosso próprio orgulho


Aprendi que borboletas mortas não nos servem para nada a não ser para enfeite hippie chic de quadro. Aprendi que um sol escondido pelas nuvens não podem nos iluminar e vi também que fotos velhas guardadas como lembrança não nos trazem os bons momentos de volta. Acima de tudo, enxerquei que nada durará para sempre. Nem os sorrisos, muito menos as lágrimas. Nem a água que desce estonteante do céu, muito menos o calor bom que o sol nos trás nas onze horas de um dia de inverno. Aprendi que tentar manter alguém ao nosso lado somente por nossa vontade e não pela vontade de quem queremos conosco não é o bastante. Entendi, sob todas as coisas, que as estrelas também morrem, que lágrimas também passam, que dias novos também chegam.
Sinto o vento lá fora, observo os pequenos arbustos e a grama seca em que ponho os meus pés. Escuto, ao longe, o som de um pássaro perdido do seu bando. As vezes me sinto como ele, perdida do resto do mundo, isolada, andando por um outro caminho, pelo lado contrário. Talvez o lado contrário seja o melhor lado para mim, ou ao menos seja o lado ao qual melhor me encaixo. Um novo ano vem, carregado de novas chances de mudarmos a nós mesmos e também de mudarmos, de alguma forma, o mundo no qual vivemos. Mas, e será que não temos uma nova chance toda a manhã, no momento em que abrimos os nossos olhos?

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